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terça-feira, 21 de junho de 2011

die Wahrheit (:







@fidelesbrune

terça-feira, 14 de junho de 2011

Desculpas.

Desculpe,

Mais não sinto Deus comigo. Sou invisível na igreja!

É tudo errado, tudo injusto. Não tenho base, referência, alicerce, nenhum incentivo. Sou um poço de frustrações, mágoas, mistérios, todos escondidos por trás de um sorriso.

Faz parte de mim gostar do errado, fazer o proibido, me apaixonar pelos bandidos, ser grossa e insensível. Gosto de ação, futebol, luta de rock, rap, do perigo, do sexy, de dançar bêbada.

Não faço questão de ser simpática, não ligo em ser julgada; Não confio nem me apego a ninguém.

Tento ser melhor, mais não sei como me mudar.

Tentei ser uma menina boazinha, mas sou muito melhor sendo má.




É da natureza humana ser livre e não importa por quanto tempo tente ser bonzinho, é impossível controlar uma garota má.
Gossip Girl.


sábado, 21 de maio de 2011

A beleza da vida na maturidade.

[...] Nesse momento, apareceu uma velhinha dançando feliz da vida com sua bengala. Era a senhora em cima da qual Bartolomeu caíra. Seu nome era Jurema. Tinha oitenta anos bem vividos. Quem imaginou que ela estava capengando pelos ditosos anos se enganara. Estava em melhor forma que eu. Saúde ótima, a não ser por leves sintomas do mal de Alzheimer. Sabia dançar como raras pessoas.

O vendedor de sonhos se encantou com ela. Dançaram juntos. Eu esfregava os olhos para ver se tudo era real.

De repente, ela se desfez dos braços do mestre e topou com Bartolomeu no centro da roda. Deu-lhe uma bengalada na cabeça, mas com suavidade, e novamente lhe disse:

- Seu tarado. – Não me agüentei. Morri de rir. Ela fez o que eu gostaria de ser feito quando ele me deu um ósculo malcheiroso no rosto.

O mestre voltou-se para a velhinha e, em vez de repreendê-la, gritou:

- Você é linda! – E, tomando-a agora pela cintura, rodopiou-a. A velhinha recebeu uma carga de adrenalina que a fez se sentir com vinte anos.

Por instantes achei que o vendedor de sonhos estava sendo falso. Ma refleti: quem disse que ela não é maravilhosa? O que é ser bonita? Enquanto ponderava, o alcoólatra, esperto que era, vendo que o elogio funcionava, chegou perto da sua agressora e bradou exageros:

- Linda! Maravilhosa! Delirante amável! Admirável!

Pensando estar abafando, recebeu outra bengalada da velhota.

- Tarado inveterado! Conquistador barato! Cachorro compulsivo! – disse ela, aparentando raiva. Bartolomeu enfiou o rabo entre as pernas. Mas em seguida percebeu que ela estava brincando. Derreteu-se. Fazia cinqüenta anos que não a chamavam de linda nem utilizavam com ela adjetivos superlativos.
Animadíssima, tomou o bêbado pelos braços e saiu dançando com ele, feliz da vida. Fiquei impressionado; conhecia o poder da crítica, mas desconhecia o poder do elogio. Será que os que usam esse poder corrigem mais, vivem mais e melhor?





O vendedor de sonhos – O chamado. (Augusto Cury)

sábado, 7 de maio de 2011

amor só de mãe.

“Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre?”
Isaías 49:15a

Para a mãe, todo filho é santo. Os outros podem considerá-lo sem-vergonha, de caráter torpe, ladrão contumaz e assassino abominável. Ela nunca. Por mais absurdo o ato por ele cometido, ela sempre encontrará desculpa, dirá que no fundo é bom rapaz, dono de sentimentos nobres e, se por acaso errou, foi culpa das más companhias.

A dedicação das mulheres aos filhos não encontra paralelo no comportamento masculino. Um pai é capaz de romper relações com os filhos, dizer-lhes que não o procurem mais e não irá arrepender-se. A mãe jamais conseguirá fazê-lo.

As filas que se formam nas portas das cadeias para as visitas dos finais de semana ilustram o que acabamos de falar. Para cada dez senhoras que chegam com sacolas de supermercado carregadas de refrigerante tamanho família e com as comidas de que o filho gosta, aparece um pai para visitá-lo.

Anos atrás, uma dessas senhoras me disse a respeito do filho, que havia matado cinco pessoas numa chacina: "Dizem que o meu menino fez coisas horríveis, mas, quando olho nos olhos dele, vejo ele pequenininho no meu colo, rindo, e não consigo acreditar que seja verdade".

Talvez seja essa a principal estratégia de sobrevivência da criança pequena: ter olhos encantadores e pele tão macia que dá vontade de apertar. Dependentes dos pais para as mais insignificantes tarefas, os bebês fazem da beleza a arma irresistível para atrair a atenção que exigem dia e noite durante a demorada fase de desenvolvimento.

Longos períodos de cuidados com a prole são característicos de todos os primatas. O cavalinho acabado de nascer já sai trôpego, um pássaro, aos 30 dias, consegue voar, mas nos primatas a independência só será alcançada depois de muito tempo: uma criança leva um ano para começar a andar, um filhote de orangotango precisa de sete ou oito anos para se aventurar sem a mãe pelos galhos das árvores e desaparecer na floresta. Gorilas e chimpanzés só na adolescência criam coragem para deixar o grupo.

A vulnerabilidade da infância criou forte pressão seletiva no passado da espécie humana. Por prováveis fatores de natureza social e sutis reações bioquímicas que os hormônios sexuais estabelecem com os neurônios no cérebro, desde sempre coube à mulher o peso maior do fardo que é cuidar dos filhos. Aceitamos esse fato com tanta naturalidade que cobramos do amor materno uma coerência jamais exigida dos homens.

Por exemplo, pai abandonar filho é comportamento aceito socialmente, considerado normal hoje em dia, motivo até de orgulho para os que se gabam de seduzir muitas mulheres. Mãe que abandona bebê na porta da igreja, ao contrário, é execrada. Por quê? Se do pai que abandonou o mesmo filho ninguém fala, por que todos condenam a mãe?

É provável que a resposta esteja nos mecanismos de seleção natural. Nossos antepassados machos adotaram estratégias reprodutivas diferentes das estratégias das fêmeas porque podiam ter um número de filhos genéticos incomparavelmente maior do que elas. Nossa estratégia é baseada na ejaculação de centenas de milhões de espermatozóides. A delas, na produção de um único óvulo por mês. São econômicas, a gravidez lhes consome energia e os cuidados necessários para criar o filho, muito mais.

Com base nessa fisiologia, os machos primitivos vislumbraram duas estratégias sexuais: fecundar o maior número possível de fêmeas ou passar a vida restrito a uma só. Embora pareça que os primeiros levaram franca vantagem competitiva, não podemos esquecer os riscos de tal opção: as doenças sexualmente transmissíveis num mundo sem antibióticos e a chance de ser assassinado por um rival na disputa da parceira, por exemplo. Além disso, sem o pai por perto, a probabilidade de sobrevivência de uma criança é certamente menor.

O comportamento monogâmico chegou aos nossos dias porque, se um casal mantém duas ou três relações por semana, durante um ano, em mais de 70% dos casos a gravidez acontece. Se o casal continuar junto e investir energia dobrada na criação da família, a possibilidade de sucesso reprodutivo aumentará significativamente. Nesse caso, devagar se vai mais longe.

No lado feminino, levaram vantagem na competição nossas antepassadas, que se dedicaram de corpo e alma à criação dos filhos e dos netos quando viviam tempo suficiente para tê-los. Num mundo inóspito como aquele, as mulheres desapegadas dos filhos não conseguiram transmitir sua herança genética. Somos todos descendentes de mães exemplares na tarefa de cuidar da prole, obedientes à ordem ancestral de amar aos filhos sobre todas as coisas. É por isso que o povo diz: amor, só de mãe!

Um ótimo dia das mães! Parabéns a minha mãe querida que literalmente, de todas as formas que eu posso falar, esteve comigo! tomou a minha dor, me ensinou, me protegeu. Minha companheira, véia cabulosa que só ela ! (: coomo eu fico perdida quando você não está aqui mãe. Obrigada por tudo, por ter acreditado em mim quando ninguém mais acreditou. Eu te amo demais!
Parabéns a todas as mães! aquelas que carregaram seus filhos meses, o maior presente de Deus! a coisa mais linda que pode acontecer, e que um dia vai ser comigo também o/ Parabéns aquelas mães de coração que fazem um ato enorme de amor adotando; as mães de criação, as mães das mães! Para mim e outras mães especiais! que como eu, adotou um filhote >< aieoaieo' *-*
E que Deus perdoe aquelas pessoas sem coração que abortam, que jogam seus filhos no lixo, que maltratam, torturam e escravidão! :'(
e só *:



Créditos: anônimo

domingo, 1 de maio de 2011

Príncipe encantado !

Eu nasci menina com sonhos, fantasias, um galanteador, príncipe encantado é o que eu queria. Debutante, vestido deslumbrante de cetim, carruagem paisagem, perfumada de alecrim. Festa no jardim, champagne, tim-tim, e a valsa sem pausa, só eu e o príncipe enfim ♫

Era uma vez... numa terra muito distante...uma princesa linda, independente e cheia de auto-estima.
Ela se deparou com uma rã enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo era relaxante e ecológico...
Então, a rã pulou para o seu colo e disse: linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito.
Uma bruxa má lançou-me um encanto e transformei-me nesta rã asquerosa.
Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir lar feliz no teu lindo castelo.
A tua mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavar as minhas roupas, criar os nossos filhos e seríamos felizes para sempre...
Naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria, pensando consigo mesma:
- Eu, hein?... nem morta!

Luís Fernando Veríssimo

"... O Príncipe pode estar em qualquer lado. (...) A pessoa certa não é a mais inteligente, a que nos escreve as mais belas cartas de amor, a que nos jura a paixão maior ou nos diz que nunca se sentiu assim. (...) A pessoa certa é aquela que quer mesmo ficar connosco. Tão simples quanto isto. Às vezes demasiado simples para as pessoas perceberem. O que transforma um homem vulgar no nosso príncipe é ele querer ser o homem da nossa vida. E há alguns que ainda querem. Os verdadeiros Príncipes Encantados não têm pressa na conquista porque como já escolheram com quem querem passar o resto da vida, têm todo o tempo do mundo; levam-nos a comer um prego no prato porque sabem que no futuro nos vão levar à Tour d’Argent; ouvem-nos com atenção e carinho porque se querem habituar à música da nossa voz e entram-nos no coração bem devagar, respeitando o silêncio das cicatrizes que só o tempo pode apagar. (...) O Príncipe Encantado não é o namorado mais romântico do mundo que nos cobre de beijos; é o homem que nos puxa o lençol para os ombros a meio da noite para não nos constiparmos ou se levanta às três da manhã para nos fazer um chá de limão quando estamos com dores de garganta. (...) Não é o que diz Amo-te, mas o que sente que talvez nos possa amar para sempre (...) não é o que olha todos os dias para nós, mas o que olha por nós todos os dias. O Príncipe é um Príncipe porque governa um reino, porque sabe dar e partilhar, porque ajuda, apoia e nos faz sentir que somos mesmo muito importantes. Claro que com tantos sapos no mercado, bem vestidos, cheios de conversa e tiradas poéticas, como é que não nos enganamos? É fácil. Primeiro, é preciso aceitar que às vezes nos enganamos mesmo. E depois, é preciso acreditar que um dia podemos ter sorte. E como o melhor de estar vivo é saber que tudo muda, um dia muda tudo e ele aparece. Depois, é só deixa-lo ficar um dia atrás do outro... e se for mesmo ele, fica."


quarta-feira, 2 de março de 2011

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Nunca andes pelo caminho traçado, pois ele conduz somente aonde outros já foram.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Baseado em fatos reais.

Ainda lembro-me dos meus dias e noites com aquela minha turma, aquela gangue como nos definiam rs’ foi o capitulo mais importante da minha vida, eu descobri um lado da vida que jamais pensei conhecer. Realidade cruel. Um lado onde ser rico é roubar, traficar, onde os ladrões são os fardados de botas pretas. É aquela coisa, só quem vive sabe e eu aprendi a nunca mais julgar ninguém. Aprendi também como é ser protegida, sempre, como for. Pena que a vida foi mais dura e não puderam me proteger quando um assalto virou estupro. E eu vivi outro capítulo da minha vida. A garota protegida e vivida da turma virou uma medrosa, amedrontada, depressiva e sozinha. A minha turma, por quem eu fui julgada, por quem eu provei minha mais lealdade não estavam comigo, não me protegeram, como me enganei. E eu pensava que era uma garota frustrada pela infância agitada de violência familiar, mais o que sabe uma menina não é? Mais eu era forte, sempre fui forte, passei fácil por isso, só foram dois meses passando por analistas e tomando remédios, eu já comecei a dormir no meu quarto sozinha de novo o/ com abajur claro, não posso me livrar dos pesadelos e tenho que conseguir enxergar meus peixes quando abrir os olhos e vir que era só mais um sonho... Claro que a igreja me acolheu bastante, fiquei famosa, todo mundo era carinhoso e atencioso comigo, só durou umas semanas e eu descobri o que era sentir pena. Senti falta quando vi a alegria das pessoas na igreja e lembrei quando minha mãe falou que eu fui violentada porque estava afastado de Deus, trágico castigo não?! Era bom quando eu fazia parte da igreja, adorava dançar e sentir aquela coisa estranha que dizem ser o Espírito de Deus. Faz tempo, nem sei mais se era real... Eu não era mais dalí, agora eu era uma pessoa suja e cruel. Eu fiz muito cara me chamar de gostosa sem eu precisar fazer nada do mesmo jeito que aquele cara de capacete me chamava, sem eu fazer nada! E eu me sentia bem em não conseguir gostar de ninguém, iludir, pisar. Com o tempo a gente cresce e evolui, eu evoluí bastante, o meu modo de curtir as farras. Bom, eu acho que evoluí pelo menos as partes que eulembro. Eu queria ser melhor, mais será que é destino não ser ninguém? Sou uma pessoa boa, juro, eu gosto de sorrir, dançar no meu ritmo enquanto eu canto super desafinada, gosto de ajudar as pessoas, de animais e faço de tudo para contribuir na felicidade das pessoas que eu amo. Fico feliz de ver minhas amigas hoje, casadas, com filhos e felizes, uma família como chamam não é? Tenho uma concepção do que seja mais eu aprendi outra coisa. Definitivamente não é baseada em traição, abusos, violência, e vai além do papel. Sabe, aquele carinho um do outro, respeito, sem tentativas de assassinatos ou um nariz quebrado, um olho roxo, eu acho que é querer ta perto, falar a verdade, sem medo de ser feliz. É, deve ser bem legal (: Quero estudar! Ser alguém que preste, cansei desse capítulo da minha vida, a gente sente quando chega ao fundo do poço, acho que é na hora que fico chorando no chuveiro me sentindo um lixo, vazia, e é quando eu me sinto só e lembro como era bom sentir algo que eu nunca toquei nem vi, mais era bom, não doía como dói hoje, dizem que é sentir paz! Aquela que Deus nos dá :/ Será que se eu procurar no achados e perdidos pego de volta? Vontade de virar a página, pra aquela que tem um Fim e fecha o livro. Tudo ia acabar, seria bom... será que iam sentir saudades de mim como eu sinto dele? Eu iria deixar uma carta antes, não ia fazer que nem ele que não deixou nada antes de tomar o veneno. Mais então eu ouço aquelas músicas chatas de sempre da minha mãe de não desista, comece de novo, Jesus faz de novo etc.. mais de novo?

Algumas coisas simplesmente não são, eu aprendi a aceitar a vida como ela é. Bom, não custa tentar, vou ter uma conversinha com Jesus, procurar a paz que dizem, ver se ainda tenho jeito, se essa minha alma pode ser limpa e parar de doer enquanto eu choro. Espera aí, minha vida é ótima, bacana mesmo, eu sou super legal, brincalhona, trabalho, tenho uma amiga que mora longe e uma que tenta sempre me entender. Tem muita gente que eu amo, tenho uma sobrinha que é meu sorriso mais sincero, meu PC pra fazer do resto das minhas horas menos inúteis e uma família! Bom, a gente sempre finge que nada aconteceu e ninguém fica triste, eles ‘brigam’ quando não estamos em harmonia então isso conta ué; afinal, ninguém precisa saber o que sinto não?! A vida continua...

A fé que eu tenho naquele lá de cima me dá forças não sei de onde com uma vontade não sei porque de sorrir, chorar, gritar, lutar pelo que quero e correr atrás dessa tão esperada felicidade, aquela vontade de viver, em todos seus sentidos e intensidades.


(:

sábado, 29 de janeiro de 2011

Insanidade.


A insanidade me visita constantemente, flutuando como meu humor.

Acredito que não posso caminhar ao lado de quem amo, pois tenho um medo terrível de mim mesmo e descobri que não sei andar – usei diversas muletas até hoje e abandoná-las me parece tarefa para toda uma vida.

Não acho que serei muito atraente aos 100 anos – quando talvez acreditasse que poderia arriscar um relacionamento, visto que pretendo morrer aos 101. Se eu pudesse me afastaria de mim, como não posso afasto aqueles que me amam. Para isso, sei ser muito insuportável.

Entre os rótulos que me dou, louca é o que menos utilizo por receio de acabar acreditando no que penso ser real. Para piorar tudo tenho uma energia mental excessiva, que por não ocupar o seu lugar justo, acaba me atrapalhando – defino tudo e acabo limitando tudo. Isso resulta na imensa dificuldade de deixar as coisas fluírem.

Sou tão infantil que eu mesma tenho vontade de me dar uns tapas. Acreditei por um tempo que eu possuía auto conhecimento, até perceber que eu enxergo o que quero e só vejo um pouco além quando o tombo é grande e dói..."