Desculpe,
Mais não sinto Deus comigo. Sou invisível na igreja!
É tudo errado, tudo injusto. Não tenho base, referência, alicerce, nenhum incentivo. Sou um poço de frustrações, mágoas, mistérios, todos escondidos por trás de um sorriso.
Faz parte de mim gostar do errado, fazer o proibido, me apaixonar pelos bandidos, ser grossa e insensível. Gosto de ação, futebol, luta de rock, rap, do perigo, do sexy, de dançar bêbada.

Não faço questão de ser simpática, não ligo em ser julgada; Não confio nem me apego a ninguém.
Tento ser melhor, mais não sei como me mudar.
Tentei ser uma menina boazinha, mas sou muito melhor sendo má.


[...] Nesse momento, apareceu uma velhinha dançando feliz da vida com sua bengala. Era a senhora em cima da qual Bartolomeu caíra. Seu nome era Jurema. Tinha oitenta anos bem vividos. Quem imaginou que ela estava capengando pelos ditosos anos se enganara. Estava em melhor forma que eu. Saúde ótima, a não ser por leves sintomas do mal de Alzheimer. Sabia dançar como raras pessoas.

O vendedor de sonhos se encantou com ela. Dançaram juntos. Eu esfregava os olhos para ver se tudo era real.
De repente, ela se desfez dos braços do mestre e topou com Bartolomeu no centro da roda. Deu-lhe uma bengalada na cabeça, mas com suavidade, e novamente lhe disse:
- Seu tarado. – Não me agüentei. Morri de rir. Ela fez o que eu gostaria de ser feito quando ele me deu um ósculo malcheiroso no rosto.
O mestre voltou-se para a velhinha e, em vez de repreendê-la, gritou:
Por instantes achei que o vendedor de sonhos estava sendo falso. Ma refleti: quem disse que ela não é maravilhosa? O que é ser bonita? Enquanto ponderava, o alcoólatra, esperto que era, vendo que o elogio funcionava, chegou perto da sua agressora e bradou exageros:
- Linda! Maravilhosa! Delirante amável! Admirável!
Pensando estar abafando, recebeu outra bengalada da velhota.


O vendedor de sonhos – O chamado. (Augusto Cury)

Para a mãe, todo filho é santo. Os outros podem considerá-lo sem-vergonha, de caráter torpe, ladrão contumaz e assassino abominável. Ela nunca. Por mais absurdo o ato por ele cometido, ela sempre encontrará desculpa, dirá que no fundo é bom rapaz, dono de sentimentos nobres e, se por acaso errou, foi culpa das más companhias.
A dedicação das mulheres aos filhos não encontra paralelo no comportamento masculino. Um pai é capaz de romper relações com os filhos, dizer-lhes que não o procurem mais e não irá arrepender-se. A mãe jamais conseguirá fazê-lo.
As filas que se formam nas portas das cadeias para as visitas dos finais de semana ilustram o que acabamos de falar. Para cada dez senhoras que chegam com sacolas de supermercado carregadas de refrigerante tamanho família e com as comidas de que o filho gosta, aparece um pai para visitá-lo.

Anos atrás, uma dessas senhoras me disse a respeito do filho, que havia matado cinco pessoas numa chacina: "Dizem que o meu menino fez coisas horríveis, mas, quando olho nos olhos dele, vejo ele pequenininho no meu colo, rindo, e não consigo acreditar que seja verdade".
Talvez seja essa a principal estratégia de sobrevivência da criança pequena: ter olhos encantadores e pele tão macia que dá vontade de apertar. Dependentes dos pais para as mais insignificantes tarefas, os bebês fazem da beleza a arma irresistível para atrair a atenção que exigem dia e noite durante a demorada fase de desenvolvimento.
Longos períodos de cuidados com a prole são característicos de todos os primatas. O cavalinho acabado de nascer já sai trôpego, um pássaro, aos 30 dias, consegue voar, mas nos primatas a independência só será alcançada depois de muito tempo: uma criança leva um ano para começar a andar, um filhote de orangotango precisa de sete ou oito anos para se aventurar sem a mãe pelos galhos das árvores e desaparecer na floresta. Gorilas e chimpanzés só na adolescência criam coragem para deixar o grupo.

A vulnerabilidade da infância criou forte pressão seletiva no passado da espécie humana. Por prováveis fatores de natureza social e sutis reações bioquímicas que os hormônios sexuais estabelecem com os neurônios no cérebro, desde sempre coube à mulher o peso maior do fardo que é cuidar dos filhos. Aceitamos esse fato com tanta naturalidade que cobramos do amor materno uma coerência jamais exigida dos homens.
Por exemplo, pai abandonar filho é comportamento aceito socialmente, considerado normal hoje em dia, motivo até de orgulho para os que se gabam de seduzir muitas mulheres. Mãe que abandona bebê na porta da igreja, ao contrário, é execrada. Por quê? Se do pai que abandonou o mesmo filho ninguém fala, por que todos condenam a mãe?
É provável que a resposta esteja nos mecanismos de seleção natural. Nossos antepassados machos adotaram estratégias reprodutivas diferentes das estratégias das fêmeas porque podiam ter um número de filhos genéticos incomparavelmente maior do que elas. Nossa estratégia é baseada na ejaculação de centenas de milhões de espermatozóides. A delas, na produção de um único óvulo por mês. São econômicas, a gravidez lhes consome energia e os cuidados necessários para criar o filho, muito mais.

Com base nessa fisiologia, os machos primitivos vislumbraram duas estratégias sexuais: fecundar o maior número possível de fêmeas ou passar a vida restrito a uma só. Embora pareça que os primeiros levaram franca vantagem competitiva, não podemos esquecer os riscos de tal opção: as doenças sexualmente transmissíveis num mundo sem antibióticos e a chance de ser assassinado por um rival na disputa da parceira, por exemplo. Além disso, sem o pai por perto, a probabilidade de sobrevivência de uma criança é certamente menor.
O comportamento monogâmico chegou aos nossos dias porque, se um casal mantém duas ou três relações por semana, durante um ano, em mais de 70% dos casos a gravidez acontece. Se o casal continuar junto e investir energia dobrada na criação da família, a possibilidade de sucesso reprodutivo aumentará significativamente. Nesse caso, devagar se vai mais longe.
No lado feminino, levaram vantagem na competição nossas antepassadas, que se dedicaram de corpo e alma à criação dos filhos e dos netos quando viviam tempo suficiente para tê-los. Num mundo inóspito como aquele, as mulheres desapegadas dos filhos não conseguiram transmitir sua herança genética. Somos todos descendentes de mães exemplares na tarefa de cuidar da prole, obedientes à ordem ancestral de amar aos filhos sobre todas as coisas. É por isso que o povo diz: amor, só de mãe!
Um ótimo dia das mães! Parabéns a minha mãe querida que literalmente, de todas as formas que eu posso falar, esteve comigo! tomou a minha dor, me ensinou, me protegeu. Minha companheira, véia cabulosa que só ela ! (: coomo eu fico perdida quando você não está aqui mãe. Obrigada por tudo, por ter acreditado em mim quando ninguém mais acreditou. Eu te amo demais!Eu nasci menina com sonhos, fantasias, um galanteador, príncipe encantado é o que eu queria. Debutante, vestido deslumbrante de cetim, carruagem paisagem, perfumada de alecrim. Festa no jardim, champagne, tim-tim, e a valsa sem pausa, só eu e o príncipe enfim ♫




Algumas coisas simplesmente não são, eu aprendi a aceitar a vida como ela é. Bom, não custa tentar, vou ter uma conversinha com Jesus, procurar a paz que dizem, ver se ainda tenho jeito, se essa minha alma pode ser limpa e parar de doer enquanto eu choro. Espera aí, minha vida é ótima, bacana mesmo, eu sou super legal, brincalhona, trabalho, tenho uma amiga que mora longe e uma que tenta sempre me entender. Tem muita gente que eu amo, tenho uma sobrinha que é meu sorriso mais sincero, meu PC pra fazer do resto das minhas horas menos inúteis e uma família! Bom, a gente sempre finge que nada aconteceu e ninguém fica triste, eles ‘brigam’ quando não estamos em harmonia então isso conta ué; afinal, ninguém precisa saber o que sinto não?! A vida continua...
A fé que eu tenho naquele lá de cima me dá forças não sei de onde com uma vontade não sei porque de sorrir, chorar, gritar, lutar pelo que quero e correr atrás dessa tão esperada felicidade, aquela vontade de viver, em todos seus sentidos e intensidades.
(:
A insanidade me visita constantemente, flutuando como meu humor.
Acredito que não posso caminhar ao lado de quem amo, pois tenho um medo terrível de mim mesmo e descobri que não sei andar – usei diversas muletas até hoje e abandoná-las me parece tarefa para toda uma vida.
Não acho que serei muito atraente aos 100 anos – quando talvez acreditasse que poderia arriscar um relacionamento, visto que pretendo morrer aos 101. Se eu pudesse me afastaria de mim, como não posso afasto aqueles que me amam. Para isso, sei ser muito insuportável.
Entre os rótulos que me dou, louca é o que menos utilizo por receio de acabar acreditando no que penso ser real. Para piorar tudo tenho uma energia mental excessiva, que por não ocupar o seu lugar justo, acaba me atrapalhando – defino tudo e acabo limitando tudo. Isso resulta na imensa dificuldade de deixar as coisas fluírem.
Sou tão infantil que eu mesma tenho vontade de me dar uns tapas. Acreditei por um tempo que eu possuía auto conhecimento, até perceber que eu enxergo o que quero e só vejo um pouco além quando o tombo é grande e dói..."